26 de maio de 2012

Amar: verbo intransitivo,

já diria Mário de Andrade.

Mas, pra mim, é a maior mentira de todos os tempos. Veja bem, não tem como essa palavra ser um verbo. Ainda mais intransitivo. Nos meus tempos de escola, os professores ensinavam que verbo intransitivo é aquele que não precisa de complemento. A ação, por si só, já é subentendida. Mas amar? Amar, amor, tudo a mesma coisa. O amor é um sentimento. O amor é importante. Saca?

Tá, tudo bem. Digamos que amar realmente seja um verbo. Mas ele não é intransitivo. Não pode ser! É necessário um complemento. Não tem como amar em um. Ou tem? Que seja. Eu nunca consegui. Nem quero também. Amar em um.. que palhaçada.

Sei que você está se perguntando aí quem diabos eu sou pra falar todas essas coisas. Pois bem, sou um fracassado vagando pelas ruas. Vagando por aí. Tenho 23 anos e algumas decepções amorosas. E em nenhuma delas eu amei sozinho. Sempre tinha uma guria no meio. Sempre. Então, me diz, amar ainda é um verbo intransitivo?

Em todos esse anos, e olha que não são muitos, aprendi muito com esse sentimento. Eu só não sei, ainda, se ele é bom ou ruim. Depende do momento. Ou do meu humor. Ou da pessoa, vai. Se quem você ama for uma pessoa que não condiz com o que o sentimento significa então sim, o amor vai ser uma merda. A questão é que você sempre vai procurar achar alguém que mereça. Que te mereça.

Procurei por tanto tempo.. na verdade, ainda procuro. Ainda não achei alguém a quem possa dizer "meu, é você. sim, é você". Sei lá, talvez eu esteja viajando. Talvez isso nem aconteça. E sabe por quê? Depois de toda essa discussão, concluí que amar é fácil. O difícil é ser amado.

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