19 de janeiro de 2013

Dias errados

"Qual é o problema?" foram suas últimas palavras. Tanta coisa para se falar e ela insistiu em dizer as palavras que mais me atormentam. Não é de hoje. Pra dizer bem a verdade, eu não sei direito quando isso começou. Sei que machuca. Ela sabe. Todos sabem.

A busca por algo que me faça bem está me cansando cada vez mais. Às vezes parece que não há nada nesse mundo destinado à minha pessoa. Idealizei tanta coisa que, o pouco que tinha, esvaiu-se entre meus dedos. Eram coisas simples, nada muito luxuoso. Eu não quero isso. Quero paz, tranquilidade, sucesso e ser feliz. Mas tá difícil.

Cheguei a apostar todas as fichas que tinha em mim mesmo. Vai lá, você consegue. Consigo, é claro. Mais uma decepção para a minha listinha só se for. É mais complicado quando você joga sozinho contra o mundo. Quando finalmente encontro uma fresta pra tentar passar e saber, enfim, o que há do outro lado, ela se fecha instantaneamente. Foi sempre assim e não será agora que vai mudar.

Talvez o meu maior problema é continuar acreditando na boa fé daqueles que fingem estar comigo. Um olhar de dúvida ou um sorriso falso eu estou dispensando, obrigado. Sou melhor seguindo sozinho. Nem que seja da maneira fracassada que encontrei. Não sou de agradecer muito pelas pequenas coisas. Mas olha, sinceramente, preciso abrir uma exceção.

Gostaria de agradecer aos invejosos e aos que tem um mau olhado, eu realmente teria desistido de tudo isso se não fossem vocês. Um agradecimento também àqueles que dizem que não sou capaz. Mas, principalmente, agradeço a vida. Que, por mais errada que ela esteja, também tá de parabéns.

10 de janeiro de 2013

Palavras, apenas

São palavras pequenas as que escrevo agora. Palavras singelas que talvez nunca cheguem ao seu verdadeiro destino. Voam com o vento, pairam sobre o ar. Com significados vazios que, com o tempo, acabam transformando-se em pó. Eu já não sei mais brincar disso. Você me deixou assim.

Essas flores no asfalto fui eu que atirei. Elas eram pra você, mas algo me disse que já não és mais a mesma; que não valia mais a pena todo esse esforço. Esforço em vão foi no que mais me dediquei nos últimos tempos. Não sei se você recorda, mas só ontem te deixei cerca de 30 mensagens no seu correio de voz. Nenhuma resposta obtive. São tantas as perguntas...

Te peguei num balanço em que eu podia dar conta de nós dois. Eu, você. Você, eu. Nós. O que houve? Por que tanta implicância logo agora? A gente tava indo tão bem. De mãos dadas. Um ao lado do outro. Sem direção.

Lembranças machucam. Lembranças torturam. Mas eu daria, ah, como eu daria, (quase) tudo pra saber como está você nesse exato momento. Talvez nem esteja pensando em mim. Talvez tenha encontrado um outro alguém. Talvez tenha se casado. Não sei. Às vezes o meu convite ficou preso entre o sofá e o vão da porta.

Mas não ficou.

Dessa forma, sigo em frente e encerro aqui mais um conjunto de palavras que dedico à ti. São palavras pequenas. Palavras, apenas.

2 de janeiro de 2013

Lembranças

Ei, então, oi... Sabe, tá chovendo lá fora e meu pensamento permanece em você. Não deveria, eu sei, mas é isso o que tá acontecendo. O barulho da água caindo é um ótimo convite para analisar, enfim, o que é que de tão errado deu nesse período de um ano. Se bem que nem eu sei responder a essa pergunta. Se é que foi uma. As coisas simplesmente aconteceram, não é?! Gostaria que fosse simples assim. Mas sei lá, eu tenho que sempre ir pelo mais complicado. Tenho que achar sempre que eu que tenho culpa, que eu isso, que eu aquilo. É mais fácil me culpar do que culpar alguém que um dia tanto amei. É difícil ter que encarar o fato de que aquela pessoa não é mais tudo aquilo que um dia você sonhou. Mas na lembrança ela continua presente. Com aquele olhar; aquele sorriso. Cativante. Sei que dias passados não voltam mais, na verdade eu nem quero. Quero seguir em frente com ou sem você. Mas, hoje, aqui, agora, eu só queria que você soubesse que você é importante pra mim. Que vou lembrar de você, sempre, com muito carinho. Se cuida, tá bem? Não me perdoaria em saber que a pessoa que mais me pediu pra eu me cuidar não está bem totalmente. Então, se cuida!

Com amor,
do seu.. bom, você sabe.

25 de dezembro de 2012

That's a new life

Tenho mania de colocar em uma balança todos os meus ganhos e perdas que obtive durante o ano, confesso. Sabe, pra ver se ele valeu a pena. Só que meu maior problema é sempre analisar demais os acontecimentos ruins e meio que deixar de lado os bons. É errado, eu sei. Mas vou fazer o que se, sempre que coloco confiança, tudo acaba?

Nesse ano que - quase - se encerra, perdi amizades; perdi amores. Mas aí, eu fico pensando: era tudo aquilo mesmo? Digo, tudo que é de verdade não se acaba. Por mais que seja difícil e complicado, não acaba. Talvez as minhas relações tenham sido construídas rápidas demais, frágeis demais. Não era pra ser assim. Mas foi.

Quero deixar pra trás tudo isso que me faz mal. Seja em qual intensidade for. Se dói, não é saudável. Dessa forma, despeço-me de lembranças e momentos; ligações e mensagens perdidas; número do seu celular e a sua voz que insiste em me visitar cada noite em que acha uma brecha. Despeço-me da solidão. Sinto muito, mas minha meta para o ano que se aproxima é a de ser melhor. E você não me ajuda, você sabe.

Espero que tudo dê certo dessa vez. Para mim, para você. Eu vou em busca da minha felicidade. Mas fica tranquila, vai ficar tudo bem. Aliás, é a primeira vez no ano que realmente me sinto livre. Sendo assim, meu rumo acabou de mudar. Um adeus para você, quem sabe a gente se encontre nesses caminhos tortos que a vida nos dá. Um dia.

20 de dezembro de 2012

Depois de amanhã

Legal seria se, nesse último dia de nossa existência, as coisas pudessem ser do nosso jeito. O tempo passaria mais devagar, as pessoas seriam menos frias, o sentimento mais verdadeiro e a dor amenizaria. Legal seria se eu pudesse ter a oportunidade de falar tudo aquilo que já guardei dentro desse coração meio de pedra, meio de gelo. Legal seria, também, ter você aqui do lado, nem que fosse apenas nesse último dia.

Engraçado como a gente se pega pensando no improvável. Por um momento, tudo parece perfeito. A pessoa mudou, o amor voltou e a paixão revigorou. Ah, vale ressaltar também que até o sol resolveu dar uma aparecida novamente. Só pra te dar aquela motivada, você sabe. Só que, de repente, você se lembra que o momento em que se encontra é de plena escuridão. As nuvens estão tão carregadas que te impedem de continuar voando na direção que queria. Ao choque de duas substâncias que já não possuem um elo de ligação, surge o atrito.

Mas seria legal se a gente desse mais uma volta, você nesse seu jeito quietinho e eu no meu desengonçado. Seria legal te apresentar o mundo que imaginei pra nós dois e te dar nem que fosse um último beijo. E dizer que, se dependesse de mim, esse mundo não acabaria. Nunca mais. Cresceríamos juntos na base que tomamos para viver. Somos dois, mas somos um. Ou éramos. Calma, já mencionei que isso aqui não passa de uma utopia? Na verdade, o mundo pode acabar daqui quinze, dez ou cinco minutos. Tanto faz. O meu já acabou. Tem tempo.

Mas seria legal se existisse um dia depois de amanhã. Pra recomeçar.