17 de abril de 2011

Soneto final (pra você)

Pensamentos vêm e vão. Memórias permanecem. As ruins a gente descarta e, as boas, engrandece.

Talvez seja isso o que me perturba. Já não sei mais o que fazer. Se abro os olhos, tudo escurece. Se fecho, vejo você.

O valor que eu te dei nunca retornou. Dói saber que, do jeito que te amei, você nunca me amou.

Agora resolvi dar um basta. Da minha vida tirei você. Não me olhe mais, não pense em mim. E se um dia quiser fazer um favor, eu só lhe peço: não volte. Aquela ferida que você causou, enfim cicatrizou.

12 de março de 2011

O diário de um fracasso, pt. 2

Daí tu para pra pensar na vida, saca? E percebe que ela é simplesmente uma merda. Tu pensa nas pessoas que amou e nas que não te amaram. Tu pensa nas pessoas que te enganaram e até naquelas que não estão nem aí pra ti. Porque essa é a real: o mundo tá cagando pra você!

As pessoas mentem; elas realmente fodem com isso que tu chama de vida. E tu? Tu continua sendo um trouxa, dando a sua cara a tapa, pra ver se um dia melhora. Mas eu vou falar uma coisa, meus caros... Essa é a nossa fodida realidade. É tu contra o mundo. Na hora que tu mais precisa, tu não vai encontrar uma mão sequer pra te ajudar.

Aí tu pensa que é mais forte que isso. Tenta se refugiar da situação desesperadamente. Muitas vezes consegue, mas há sempre algo te perturbando. Maldita voz que insiste em te perseguir, não é mesmo? Aceite, nem tudo vai ser do jeito que tu gostaria. O segredo está em não se abalar, mas sim em lutar.

Lutar por dias melhores; por uma vida melhor. Não deixe se enganar novamente. Não deixe que te façam mal. Mesmo quando nada estiver bem, finja estar. Seja melhor que o teu fracasso. Seja melhor do que tu mesmo. Faça as coisas por ti, esqueça os outros por um momento.

Vá, levante-se! Bota um sorriso na tua cara e, por favor, viva. Sem medo.


No final, tudo se ajeita.

19 de fevereiro de 2011

Fucking confessions

E se o seu mundo acabasse assim, num piscar de olhos? O que você faria?

E se tudo o que você construiu for apenas uma mentira? O que você faria?

E se, de repente, o sentimento de culpa viesse te atordoar? O que você faria?

E se alguém fosse te falar o que pensa de ti na tua cara? O que você faria?

Você mudou e você sabe disso. Talvez tudo isso realmente seja só mais uma mentira entre tantas da minha coleção. Já não sei mais o que se passa na sua cabeça. Eu não sei se você vai continuar a construir esse conto de farsas, mas saiba que eu, de qualquer maneira, já não vou mais fazer parte disso. Eu me cansei. Cansei de mim, de você, da vida. Pelo menos a que estava levando até então. Resolvi pensar por mim. Abrir novos horizontes. Dar um basta em você.

E se eu realmente te esquecesse? Me cansasse de tudo o que você faz ou fala? Não acreditasse mais em você?

E se... eu não te amasse mais? O que você faria?

26 de janeiro de 2011

Realidade inventada

Está chovendo e você já não está mais ao meu lado. Procurei alguma coisa que pudesse me fazer esquecer de tudo isso que vem acontecendo. Não encontrei. Pudera, tudo se resumia em apenas um corpo: o teu

Quantas vezes deixei escapar algo pelo simples fato de continuar alimentando uma falsa esperança. Uma esperança, que aliás, foi você quem criou. Não te culpo, tolo fui eu em ficar alimentando-a. Eu insisto em pensar em você, insisto em sonhar com você, insisto em tudo que é relacionado a você. Até a questão de sofrer por você. Sabe, aquelas dores que devem ser disfarçadas com um sorriso forçado. Pior do que isso, só a risada, que vem de acompanhante. Uma risada que soa ao tom de ironia.

Nada mais é perfeito. Pelo menos não para mim.

Tudo veio abaixo quando, naquela noite, você me disse o seu adeus. Cada palavra era como uma faca que ia em direção ao meu peito. E cada uma me feriu, pouco a pouco, lentamente. Enquanto o sangue escorria e o corpo caía, você foi se distanciando sem ao menos olhar para trás uma última vez. Você me deixou ali, estirado ao chão, suplicando pela sua volta. Mas você nunca voltou para me ajudar. Sequer ligou para saber como eu estava.

Tive que, novamente, aprender a andar sozinho, sem as suas mãos para me apoiar. Sem a sua voz para me acalmar. Com isso fui obrigado a viver. E hoje eu sei o quanto doeu. A dor de um amor inacabável; inalterável. O que posso dizer, agora, é que de certa forma você me ajudou.


Hoje eu não vou sonhar com você. Eu não preciso mais disso pra viver. Então, boa noite, meu amor.

20 de janeiro de 2011

Um amor, uma ilusão

São poucas as palavras que eu queria dizer para você. São palavras pequenas, insignificantes, mas se não forem ditas, elas logo cairão no esquecimento. Um minuto de sua atenção, é tudo que preciso. Afinal, um minuto foi o suficiente para que tivéssemos essa forte ligação.

Há um elo preso em nós dois; inquebrável. Ao menos era pra ser. De algum modo, você foi se distanciando e, esse elo, afrouxando.

Era tão mais fácil falar sobre amor há alguns meses. Hoje, isso me sufoca. Nada mais é nítido, as palavras surgem de uma forma contrária. Elas são escritas em linhas tortas. E veja só, essas linhas já não se cruzam com as suas. Não mais.

E todos os planos, promessas, sonhos? Caíram no seu esquecimento, assim como eu também caí.

Quem eu sou, onde estou, como estou. Nada mais te interessa. Sinto que fui apenas mais um passageiro nessa sua vida. Bom seria se você também fosse apenas isso na minha.

Um lado sempre deve ser o mais complicado.

Você era o sinônimo de sobrevivência. E quando você me abandonou, fui morrendo aos poucos. Não totalmente, pois eu continuava a respirar, na esperança de você voltar; de dizer que tudo não passava de um engano. Doce ilusão. Mal sabia que, pra ti, eu realmente tinha morrido.

Mas no final dessa história - a nossa história - algo de bom tinha que permanecer. E é por isso que escrevo essas palavras. Para dizer, que nesse final, você ainda não morreu. Continua aqui, intacta, nesse coração supostamente cicatrizado.

É por ti que ele bate. E é por ti que ele continuará batendo.