23 de outubro de 2010

Romance (in)acabado

Uma vida em busca da felicidade que, muitas vezes, foi perdida em atos falhos. Quantas vezes eu tentei e desisti; quantas vezes chorei e te perdi.

Já que a vida é baseada em ilusões, acabei me adaptando a isso também. Não há motivos para continuar aqui onde estou. Aliás, até tem, mas acho que nunca saberás que um deles é você.

Chego a pensar em todos os erros cometidos; eu realmente gostaria de consertá-los. Gostaria de mostrar à ti o quanto mudei e o quanto ainda desejo te fazer feliz. Talvez eu não deva te querer tanto assim, isso acaba tornando-se algo que me mutila mais e mais. Sei que não devo culpar você, pois quem causou tudo isso foi eu. Mas tudo é tão estranho que já não sei mais o que devo fazer.

Não sei se quero continuar lutando ou se largo tudo de vez. Até parece que isso não terá um resultado. No mundinho que criei, isso com certeza não terá o final feliz designado às pessoas.

Mas um amor não termina assim. Não dessa forma.

Eu ainda acredito em um futuro, realmente não vou negar se você quiser voltar. O romance está ao nosso alcance, mas essa é apenas mais uma história que, provavelmente, não terá um fim.

Não agora.

13 de outubro de 2010

O jogo da vida

É engraçado como tudo tem o seu limite. O corpo não aguenta tanta angústia e ele vai pedindo um basta. São tantos conflitos e você tenta, de alguma forma, substituir a dor e o amor. A procura por alguém para tomar o lugar de quem não vai voltar torna-se incessante. E quando você finalmente o encontra, sempre há algo que te deixa inseguro. Não sabe mais o que é correto, se arrisca de uma forma totalmente estranha. E, aparentemente, está tudo bem. Mas ninguém sabe realmente o que se passa contigo. Às vezes nem você sabe. Experiência nova para ver se acha o que te faz feliz. Tua torcida é grande, mas no fundo tem medo do que possa vir a acontecer. O esboço de um sorriso e uma tentativa de viver.

Nada mais.

14 de setembro de 2010

Além do grito

Quando você não esperar vai doer.
Então, como você se sente? Está tudo bem? Não, eu sei que não está. Até porque, depois de tudo o que você fez pra mim, a paz não viria agora pra ti. Você vai ter uma noção do que eu passei enquanto fazia todas aquelas coisas. Todas as palavras, todas as mentiras. Tudo o que vinha de você, me machucava de certa forma. Os seus gestos, a sua indiferença. Uma pergunta: você acha que eu sabia quando tudo isso ia doer? Não, ninguém sabe. Nem eu, nem você.. ninguém. É, meu caro, sua hora chegou.

E eu sei como vai doer.
Está duvidando de mim, seu incrédulo? Pois espere. Espere e verá. Ou melhor, sentirá. Vai doer. Eu sei que vai.

E vai passar, como passou por mim.
Demorou, mas eu me recuperei. Não sei como, apenas passou. Mas até o ato final, tudo queimava, me dilacerava por dentro. Eu queria gritar, mas não podia. Você poderia me escutar. E tudo o que eu menos queria naquele momento, era ter a certeza de que você sabia do meu sofrimento. Ah, você está chorando... Mas não se desespere, vai passar.

E fazer com que se sinta assim:
Tem certeza de que você quer mesmo saber como é a dor?

Como eu sinto.
Descrever meus sentimentos agora seria algo inútil. Ninguém entenderia. É tudo tão complicado. Cada pessoa sente o que deve sentir. E o que não deve também. Antes, eu sofria por mim e por ti. Mas desisti, é sofrimento demais. Agora nem por mim eu sofro. Não tenho mais você, portanto, não tenho motivos para sofrer. Mas já você.. ah, você vai sofrer arduamente por mim. Talvez por ti, mas sofrer por mim vai ser bem mais doloroso.

Como eu vejo.
Acho que você nunca suspeitou das coisas que eu sabia, certo? Pois é, eu sabia de tudo. Eu via tudo. Não são só os olhos que enxergam as coisas. O coração também. E mais, ele sente. E cada vez que o meu coração batia ao contrário, eu tinha a certeza de que era você quem estava fazendo aquilo. Porque seu ego fala mais alto, você pensa apenas em si próprio. Nunca pensou em mim, nunca me enxergou.

Como eu vivo.
Não posso dizer que a minha vida voltou ao normal. Você chegou a entrar nela, fez a mudança. E que grande mudança, foi quase um estrago. Só não chegou a esse ponto, porque eu, no momento certo, acordei. Consegui perceber de que o modo como eu vivia, sempre por e para ti, não era o modo correto. Esquecia-me de mim, focava em ti. Hoje apenas carrego as marcas de uma vida que, talvez, nunca se apagarão da minha memória.

Como eu não canso de cantar.
Talvez você se pergunte 'Por que cantar?'. Cantar ajuda, alivia. Cante aquela música que você fez ser como "nossa". Eu cantei. E chorei, pois percebi que nada daquilo era verdadeiro. Eram apenas palavras soltas. Aquela música nunca foi feita para gente.

Eu sei que vai ouvir.
Conseguiu me ouvir? Conseguiu ouvir a "nossa" música (que de nossa não tem nada) com outros ouvidos? E agora, conseguiu sentir toda a raiva que eu tenho de ti?

Eu sei que vai lembrar.
Aposto que agora você está pensando em todos os nossos momentos bons vividos juntos. Pena que eles não foram superiores aos maus. Mas quem se importa? Você eu tenho certeza que não. Mas fico feliz que você esteja pensando nisso (ou não), lembrando desses nossos momentos, apesar de terem sidos mais meus do que seus.

E vai rezar pra esquecer.
Tente.. tente e veja se consegue. Você não vai conseguir. Não do jeito que eu consegui. Você vai demorar mais um tempo. Escreva: você vai perder.

Vai pedir pra esquecer.
Acho que na sua situação, você vai chegar a implorar. Mas não esqueça: você vai perder.

Mas eu não vou deixar.
Acha mesmo que eu deixaria você esquecer de tudo? De tudo o que me fez passar? Você pode até esquecer, mas sofrerá antes. Ah, vai sim. Eu não sou um boneco cujo você poderá manipular a hora que quiser. Eu sou um ser humano. Assim como você. E ser humano sente, ser humano sofre, ser humano fala. Você vai sentir, vai sofrer e tentar falar. Talvez eu não te escute. Afinal, você vai perder.

Eu não vou deixar.
Você perdeu!

11 de setembro de 2010

Carta de um amante qualquer

Olá, meu amor. Já disseram o quanto está linda hoje? Se não, tenha a certeza disso. Sei que, o que escrevo aqui, você jamais lerá. Afinal, eu sou um ninguém. Digo, para ti. Você não sabe quem sou, como sou, o que quero ou onde moro. Dizer que quero te ter apenas pra mim já se tornou tão clichê, mas mesmo assim, torno a repetir. Como seria bom poder te ter envolta a meus braços, te acariciando e te enchendo de mimos. Mas no momento, isso está tão impossível de acontecer. Sequer os seus lábios eu posso tocar com os meus. Talvez eu tenha medo do fato de você me confundir com o outro. Nunca me dei bem com relacionamentos; nunca foram duradouros. O pior é que eu me preocupo com esse tal de amor. Talvez seja por isso que ainda não encontrei o meu alguém. Eu procuro demais. Mas foi procurando que eu te achei. Em meio a tempestades, você me veio como um fio de esperança. A esperança que eu já tinha matado e enterrado. Talvez você seja o alguém certo pra mim. Não sei, meu amor, não sei. Aposto minha vida que nunca tenha passado pela sua cabeça o tamanho desse amor que tenho guardado aqui no peito. Já tentei, de alguma forma, mostrar-lhe isso tudo. Mas desisti todas as vezes. E é por isso que escrevo esta carta.. para te dar o meu último suspiro, o meu último eu te amo e o meu único adeus.

10 de setembro de 2010

Memórias

A: Você acredita no amor?

B: Eu tento.

A: Por quê?

B: Eu tenho medo disso.

A: E aí?

B: Vou fugir.

A: E eu?

B: O motivo.

A: O que eu fiz agora?

B: Nada.

A: Não te entendo.

B: Eu também.

A: Não se entende ou não me entende?

B: Os dois.

A: É sério, qual o motivo pra tudo isso?

B: Já disse, você.

A: Mas se eu não fiz nada...

B: É bem por isso, você nunca faz nada.

A: Mas...

B: Eu te amo!



Um dia, uma semana, um mês.. e ele jamais apareceu de novo.