13 de dezembro de 2012

Tempo de guerra, tempo de paz

Sem saber direito se certas coisas são predestinadas a acontecer, caminho seriamente o meu destino traçado dia após dia. Acontecimentos fortes podem bater de frente contigo, mas para tudo há uma solução. São meses de preparação para conseguir, finalmente, caminhar com suas próprias pernas. Não vai ser de uma hora pra outra que tudo estará encaixado em seu devido lugar. Não.

Certos momentos teus podem ser fundamentais, mas também cruciais. O ideal a se fazer é não baixar a cabeça, não deixar se abalar. Pode ser difícil no começo, mas uma hora tudo há de mudar. Com garra e perseverança, a luta é diária e incessante. Os guerreiros somos nós e aqueles que estão com a gente que deem um passo a frente.

A vida é curta e só está permitido se arrepender daquilo que não fez. Caso contrário, nada feito. Tudo tem um propósito e se não foi bem como o planejado - ou esperado -, tudo bem, novas oportunidades surgirão. Com a mesma sede de vencer, continuo caminhando. Uma hora eu acho o que melhor me convir e é lá mesmo que, provavelmente, irei me instalar. Sem cair na rotina, procurando sempre renovar. Os ares. Os amores.

Dias melhores estão por vir.

12 de dezembro de 2012

Fim, pt. 2

A: Alô?!

B: Acabou.

A: O que?

B: A gente.

A: O que tem a gente?

B: Você sabe. Esse lance, eu e você.

A: Não to sabendo de nada.

B: Ah!

...Silêncio.

B: Mas então.

A: Hm.

B: Acabou..né?

A: Olha, eu não to sabendo de nada. Se acabou pra você, acabou pra mim. Simples.

B: Tudo bem.

A: E vê se me faz um favor: não me procura mais. Me deixa respirar, finge que eu nunca existi. Não sei.

B: Tudo bem.

A: Mais uma coisa, deleta meu número.

B: Pra que?

A: É mais fácil.

B: Pra mim? Ou pra você?

A: Tanto faz.

B: Ah. Bom, ainda bem que acabou. E já sei o que você vai dizer: "eu não to sabendo de nada, blábláblá etecétera". Mas olha, escuta uma coisa. Foi bom, né? Digo, não ter nem começado com isso de eu e você. Não iria dar certo. E não fala nada não, você sabe que é tudo verdade. Era você que sempre me dizia pra mudar os caminhos, os planos. A vida segue, o mundo tá logo ali. Então, mudei. Mudei o caminho.

A: Sendo assim... Te desejo sorte nessa tua nova etapa. E felicidades. Você sabe, eu sempre te quis bem.

B: Sei. Mas oh, fica tranquila. Sabe esse meu novo caminho? Então, ele já não cruza mais com o seu. Eu vou ficar bem. Te cuida.

...tu tu tu!

10 de dezembro de 2012

Te vejo depois

Há uns dias venho pensando no que escrever e como escrever. Não existem mais palavras que possam descrever o que se passa dentro desse peito vazio. É uma mistura de sentimentos incessante, que sempre me deixa um pouco mais confusa do que já costumo ser. Fico aqui pensando se, por acaso, não te atormenta essa ideia de que você se tornou justo aquilo que eu mais temia; aquilo que você me prometeu nunca ser.

É claro que se me perguntarem agora o que eu quero, iria dizer "que se foda!". É até natural as pessoas tentarem se livrar do que as fazem mal. Mas, depois, eu lembraria de tudo o que vivemos. Das nossas conversas mais sinceras e mensagens perdidas numa madrugada qualquer. Pode-se dizer que tivemos uma história surreal, onde vivíamos em um mundo que era só nosso e os outros eram apenas os outros. A solidão não tinha vez e o tal do amor se apoderou de nós de uma forma saudável...

...até você me apunhalar pelas costas.

Você se afastou, simplesmente abandonou quem mais te queria bem. Resolveu dar um basta sem sequer saber a minha opinião sobre. Dói demais em saber que, hoje, nada mais somos além de estranhos. Dói demais saber que pra nos te esquecer eu terei que arranjar um substituto. E dói demais saber que ninguém que eu escolha será como você.

O coração às vezes prega umas peças que nos custa a acreditar. Quem um dia imaginou que eu, a menina do coração de pedra, iria estar aqui, mais uma vez, escrevendo palavras ao vento. Palavras que são escritas em um tom de desespero apelo para que você volte. Ao menos com a sua presença o vazio torna-se menor.

Sei que depois de tudo, o certo era te falar algo como "um beijo e adeus". Mas como eu vivo praticando a filosofia de insistir no errado, as únicas palavras que consigo articular são "um beijo e te vejo depois".

Na memória. Mas depois.

19 de novembro de 2012

Mundo

Eu já fui mais legal.

Em um mundo que não era esse, que não tinha tanta cobrança e as pessoas viviam em harmonia. Um mundo que talvez seja o ideal, mas não para esses que se dizem dignos de viver em tal. São pessoas que não são mais como eram antes. Um antes recente, pois a cada dia os ideais se modificam. Objetivo de vida não é mais aquele que você traça logo que conclui o colégio. Ele tornou-se algo bem mais.. egoísta. A cada passo, um novo objetivo. A cada passo, um novo tropeço.

Os tempos são outros. Não existe mais colaboração. O entendimento já se extinguiu. Hoje é um contra um. Nesse tempo de agora, com toda essa hipocrisia e falsidade gratuitas, o um não vira mais todos.

Felicidade já é algo forjado; a amizade, rara. Vivemos em um mundo de guerra, onde as pessoas matam outras do dia para a noite - ou vice e versa.

Esse mundo não é mais o meu.

Meu mundo era menos manipulado. As pessoas não tinham sangue nos olhos. Muito menos nas mãos. Pra sobreviver hoje em dia é necessário atirar no escuro e ver onde é que vai dar. Não importa qual vai ser o caminho, mesmo se for o errado e mais fácil, você vai. É, esse mundo realmente não é mais o meu.

Deixo esse mundo pra quem quer seguir a vida dessa maneira. Deixo pra essas pessoas que não sabem mais praticar um ato de bondade. Deixo pra quem recrimina a fé e banaliza o amor.

No fim, não sou só eu que já foi mais legal. O mundo também já foi. Um dia.

12 de novembro de 2012

(Con)fusão

Tudo estava indo tão bem. Pra que voltar a cutucar a ferida? Você sabia que ia doer. Mas, mesmo assim, foi lá e cutucou. Talvez seja birra, afinal, você sempre quer as coisas do seu jeito. Talvez cutucando você reviveria tudo aquilo novamente, não é? Pois bem, agora arque com as consequências.

Você sabe que, se você insiste em algo que não te faz bem, você irá se machucar. Todo mundo sabe. Mas parece que a vontade errada fala mais alto. Você vai lá e cutuca. Cutuca pra ver se dessa vez será diferente.

E não é. Você (também) já sabe.

Dizem que as pessoas mudam. Mas você duvida. Você não muda, por que os outros iriam mudar? Não tem lógica. Na verdade, nada ultimamente tem tido muita lógica. Fica tudo estranho; tudo fora do lugar. Digo, fora do seu lugar. As coisas não são mais da forma que você desejava. 

Nunca mais vão ser.

São apenas lembranças. Memórias. Pensamentos. Torpedos, talvez. Um amor. Perdido, mas amor. Esquisito, mas amor. Você. E um eu. Um nós.

Que já não é mais nós.