7 de dezembro de 2011

O certo incerto

Tudo aconteceu de forma tão rápida e inesperada. Situações assim não são bem vistas. Pelo menos não por mim. Eu gosto de que tudo aconteça no seu tempo, da forma que tem que ser. Cada momento deve ser apreciado. Cada momento é único. Você não acha?

Não estou reclamando de tudo isso, muito pelo contrário. É tudo tão... bom. É muito bom poder se sentir assim, novamente. Viva. É, acho que essa seria a palavra certa. Mas, ao mesmo tempo, rola uma certa preocupação. Uma insegurança. Nunca fui boa nessas coisas. Digo, nessa coisa de me apaixonar, me envolver. Me entende?

Só me prometa que, se a gente não for pra frente.. Ops, me perdoe, se eu e você não formos pra frente, você ainda vai estar aqui. Pra cuidar de mim. Ou apenas, sei lá. Você sabe onde quero chegar, certo? Não sei se é o certo a se fazer.. mas eu queria tanto!



Melhor pra nós dois seria nós dois...

10 de novembro de 2011

Ready. Set. Go!

A gente nunca sabe o que está por vir. Nos próximos dias, horas ou vidas. Não que eu acredite nessas coisas, mas sabe-se lá.

Já é tanta coisa acontecendo junto que acabo perdendo o foco. O que era pra ser o mais preocupante, descartei. O que, pros outros, é bobagem, pra mim tem uma importância gigantesca. Se de tanto planejar nada deu certo, acabei invertendo o processo.

Cada coisa tem a sua hora.

Não vou mais me importar com opiniões de terceiros. Se eu to aqui é porque cheguei com as minhas próprias pernas. Não há ninguém melhor do que eu para saber até onde vai os meus limites. Eu aguentei firme até hoje, não vai ser uma brisa que irá me derrubar.

E se tudo isso te incomoda, eu só lamento. Acho que enfim a minha hora de ser feliz chegou. Não se atravesse na minha frente, tentando estragar tudo isso. Só eu sei do que sou capaz. E só eu sei as melhores formas (quer dizer, palavras) de ferir sentimentalmente alguém. Experiência própria.


O recado foi dado. A partida começou. E que vença o melhor.

26 de outubro de 2011

It's not over, I keep fighting

Eu não sei se já te disse, ou o quanto disse, sobre a falta que há aqui em mim. Se você bem me conhece, diria que é a sua falta a causa disso. Mas não. Quer dizer, não mais.

Eu, por um momento, me foquei na minha própria vida. Princípios eu sempre tive. Se consegui o que queria, foi porque eu batalhei. Eu fui, dei a cara a tapa, recebi muitos nãos.. mas consegui.

Mas, como diria o ditado, tudo que é bom sempre acaba. O meu momento acabou. Já a minha vontade de lutar novamente só aumentou. Eu quero mostrar quem sou. Quero mostrar o porquê disso tudo. Eu nunca fui fraca. E não vai ser agora que isso vai mudar.

Agradeço por tudo o que você me proporcionou. A chance que você me deu. Mas agora sigo esse caminho sinuoso com os meus próprios pés. Talvez você tenha dado o empurrãozinho inicial, mas se eu não tivesse me estruturado tão rapidamente, talvez eu não estaria mais aqui.

Apenas quero que você saiba de uma coisa: tudo o que vai, volta. E volta mais forte.

A minha vez ainda vai chegar.

22 de outubro de 2011

Vazio

A: Quanto tempo!

B: Pois é.

A: O que tem feito?

B: Nada.

A: Ninguém faz nada.

B: Eu faço. Aliás, tudo nessa vida é nada.

A: E a gente?

B: O que tem a gente?

A: Também foi um nada?

B: Sim.

A: Então tudo o que passamos não significou nada?

B: É o que eu to dizendo...

A: Você não mudou nada mesmo.

B: É o que eu to dizendo...

A: Você não tá dizendo nada.

B: Só nas últimas frases tuas, você falou três vezes nada.

A: (Silêncio)

B: É... é o que eu to dizendo...

A: (Silêncio)

B: A gente se vê.

A: Espera!

B: O que foi?

A: Nada.

8 de outubro de 2011

A lot of (bad) memories

Eu só queria te fazer entender que, por mais que digam que nada é para sempre, o meu amor por ti vai ser. Não me importo se vou sofrer, não me importo se vou chorar ou até mesmo se vou me sufocar com algo tão gigante assim. Eu só queria te fazer entender que não me importo com nada que aconteça comigo. Me importo com você. Com seu jeito, seu cheiro, sua fala, seu sentimento.

Há tanto tempo esperava por algo assim. E por um breve momento, eu fui a pessoa mais feliz do mundo. O mesmo mundo que meses, se não dias após, foi completamente destruído. Me lembro de como nós éramos felizes. Com as nossas palavras (ou a falta delas). Com as nossas carícias. Com as brigas tolas que se iniciavam quando você dizia que começou a me amar primeiro.

Tudo era praticamente perfeito. Acho que por causa disso é que acabamos onde estamos hoje. Distantes e frios e agressivos. Pelo menos é assim que estou. Não sei quanto a você, mas espero que esteja numa posição um pouquinho melhor. Menos distante, menos fria e menos agressiva. Mas se você estiver igual a mim, eu vou entender.

Acho que a culpa, no fim das contas, foi minha. Ter te idealizado tanto assim só fez com que eu não enxergasse o quanto você me machucava. O quanto você não se importava. E quando eu finalmente me dei conta disso, já era tarde demais. Você tinha me descartado.

E o quanto eu sofri ninguém jamais pode saber. O quanto quis seu mal, talvez só as minhas palavras mais cruéis saibam. Por muito tempo eu quis te deixar de lado. Acredite, eu quis seguir em frente. Mas como querer nem sempre é poder, fui apenas tentando.

Eu tentei te esquecer, eu tentei te ignorar, eu tentei viver, eu tentei não te amar. E quando eu finalmente consegui, quando eu finalmente comecei a pensar primeiro em mim e só depois em ti, você me aparece do nada pra destruir novamente o meu mundo.


(Acabei com dois tiros no peito. E sem coração).